Autorizado por órgãos ambientais, Saema anuncia sistema alternativo para tratamento imediato de esgoto

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A Prefeitura de Araras e o Saema (Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras) estão trabalhando para resolver de vez o problema do despejo de esgoto in natura nos rios. Além da construção da nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), que está em andamento e segue dentro do cronograma, um sistema alternativo de tratamento vai ser colocado em prática nos próximos meses para reduzir o despejo de dejetos e a poluição no Ribeirão das Araras e também no Rio Mogi Guaçu.

O projeto já tinha sido apresentado em anos anteriores aos órgãos ambientais do Estado de São Paulo, mas só agora foi autorizado por eles, após iniciativa do atual presidente do Saema, Carleto Denardi. O anúncio foi feito durante coletiva na manhã desta quinta-feira (28), na Casa da Memória de Araras Pedro Pessoto Filho.

O sistema vai utilizar estruturas já existentes na Estação e, por isso, o custo de instalação é de cerca de R$ 200 mil. A construção deste sistema alternativo não vai interferir na nova ETE. Quando este novo sistema estiver pronto, ele poderá ser utilizado durante eventual necessidade de manutenção da nova ETE.

O sistema alternativo vai envolver, basicamente, as três lagoas desativadas da antiga estação, a estação elevatória que recebia o material dos emissários e o desarenador que compõe o pré-tratamento. O Saema terá que fazer a tubulação para interligar as estruturas e adquirir aeradores para o tratamento aeróbio, que será combinado com o anaeróbio nas lagoas. Serão instalados seis aeradores em cada lagoa e cerca de 550 m de tubulação, no todo, no sistema. Este projeto tratará 100% do esgoto coletado, com 70% de remoção de matéria orgânica.

“A medida é necessária enquanto a obra da nova ETE não é finalizada. Tudo está dentro do prazo, mas se trata de uma construção bem específica”, comentou o presidente do Saema, Carleto Denardi.

 

Sistemas diferentes

A Estação de Tratamento de Esgoto da cidade está fora de operação desde 2015, quando o antigo sistema entrou em colapso e deixou de tratar o esgoto do município. Desde então, o material é despejado diretamente no Ribeirão das Araras, um dos afluentes do Mogi Guaçu.

Resolver esse problema é prioridade para o prefeito Junior Franco. Enquanto era presidente do Saema (2017 e 2018), ele conseguiu junto ao Ministério das Cidades a aprovação do projeto da nova ETE e a liberação da verba federal. As obras tiveram início em dezembro do ano passado e estão previstas para ser concluídas no final de 2020.

“É inadmissível uma cidade como Araras não tratar seu esgoto. Conseguimos aprovar o projeto da nova ETE e agora também um sistema alternativo que vai funcionar enquanto ela ainda estiver em obras. Isso mostra que estamos trabalhando e empenhados em resolver essa situação de uma vez por todas”, completou o prefeito.

A nova ETE conta com investimentos de R$ 23.684.572,54, dos quais R$ 21.302.155,70 são recursos federais, por meio do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), e o restante é de contrapartida do município.

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