Brasil quase dobra recorde de mortes em 24h e passa dos 200

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As últimas 24 horas foram as mais letais desde o surgimento do novo coronavírus em território nacional. Em balanço divulgado nesta terça-feira, o Ministério da Saúde calcula que 42 novas mortes ocorreram no Brasil por covid-19 – o recorde anterior tinha sido registrado na véspera, com 23 mortes. Com isso, o número de óbitos chega a 201 e com um total de 5.717 casos confirmados, uma letalidade de 3,5%.

O recorde anterior nacional de 23 mortes foi atingido hoje apenas com as mortes em São Paulo, que agora soma 136 óbitos desde o início da pandemia. Os casos notificados no Estado também registraram aumento de 54% – de 1.517 para 2.339. As vítimas fatais são 13 mulheres e 10 homens, de 13 cidades paulistas diferentes. Até a semana passada, apenas a capital registrava mortes devido ao coronavírus.

Com isso, o Sudeste dispara na liderança dos casos de covid-19, com 3.406 casos confirmados – 60% do total nacional. O Nordeste representa 15% dos casos, com 875 confirmações, seguido por Sul (12% com 672 casos), Centro-Oeste (8% com 470 casos) e Norte (5% com 294 casos).

Para conter o avanço da pandemia, o Ministério da Saúde orienta que a população siga em isolamento social, diminuindo assim o ritmo de contágio do vírus e evitando que o sistema de saúde se sobrecarregue. A medida vai na mesma direção que o recomendado por especialistas e pela Organização Mundial da Saúde.

As autoridades da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também afirmaram hoje que as medidas de isolamento social são as mais adequadas para reduzir o avanço da pandemia do novo coronavírus, que já atinge 823 mil pessoas em 177 países, com 39 mil mortes.

Na contramão dessas recomendações e contrariando governadores, o presidente Jair Bolsonaro defende que a população volte ao trabalho mesmo durante medidas de isolamento social. Questionado na manhã de hoje sobre declarações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defensor das medidas de isolamento social, Bolsonaro estimulou apoiadores a hostilizarem a imprensa e mandou repórteres ficarem quietos. Jornalistas que fazem a cobertura diária do Palácio da Alvorada se retiraram de entrevista concedida pelo presidente.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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