Lewandowski, melhor do mundo. Neymar, totalmente esquecido

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O artilheiro do Bayern superou Messi e Cristiano Ronaldo. Foi escolhido como o melhor do mundo, pela Fifa. Neymar? Nem no melhor time

A festa que a Fifa fez para entregar o prêmio The Best não poderia ter sido mais constrangedora, forçada.

Todos conectados pela distância, virtuais. Público e premiados.

Teria sido mais digno não ocorrer a ‘festa’.

Mas ela aconteceu.

Robert Lewandowski, artilheiro do Bayern, campeão da Tríplice Coroa: Champions, Campeonato Alemão e Copa da Alemanha. Com o polonês conseguindo o fato inédito de ser artilheiro das três competições.

Foi o primeiro jogador da Polônia a ganhar o prêmio e também o pioneiro a defender um clube alemão a ser escolhido como o melhor.

Deixou para trás Cristiano Ronaldo e Messi.

Além do excelente desempenho como artilheiro, houve o desempenho impecável do Bayern para consolidar a premiação de Lewandowski.

A vitória do polonês era mais do que esperada.

Mas o inesperado foi a ausência de Neymar no time ideal da temporada.

Alisson (Liverpool), Alexander-Arnold (Liverpool), Virgil van Dijk (Liverpool), Sergio Ramos (Real Madrid) e Alphonso Davies (Bayern de Munique); Joshua Kimmich (Bayern de Munique), Kevin De Bruyne (Manchester City), Thiago Alcântara (Bayern de Munique) e Lionel Messi (Barcelona); Cristiano Ronaldo (Juventus) e Robert Lewandowski (Bayern de Munique).

Foram 15.878 jogadores que votaram pela FIFPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol).

Voto direto.

Ou seja, Neymar pode ter a certeza de que não é admirado pelos seus colegas de profissão.

Se ele ironizou não estar entre os três melhores do mundo, está de fora até da equipe ideal da temporada 2019/2020.

Conquistar o Campeonato Francês, com dez rodadas a menos, por conta da pandemia, não ajudou. Nem o bom desempenho na Champions, sendo o principal jogador da inédita segunda colocação do PSG.

Ficou apenas na nona colocação.

Neymar conseguiu a antipatia mundial.

Paga por anos de simulações, chiliques com os árbitros, provocações aos adversários, arrogância, falta de atuações decisivas com conquistas na Copa do Mundo ou na Champions, sem o mentor Messi.

Na Europa, centro do futebol mundial, seu talento é reconhecido. Mas sua idolatria, não. A começar pela própria torcida do PSG. Neymar tem em sua defesa seus centenas de milhões de seguidores nas redes socias. Mas eles não garantem premiações importantes como a da Fifa ou a Bola de Ouro, da France Football.

Neymar fará 29 anos daqui dois meses.

Precisa reavaliar seus valores, seu comportamento, sua dedicação precisa ser constante, não impulsionada pela pandemia, quando foi obrigado a ficar trancado na sua mansão em Mangaratiba.

Mesmo no seu auge físico, jogando coletivamente, levando o PSG à inédita decisão da Champions, foi esquecido pela elite do futebol mundial.

Essa é a maior lição que a constrangedora cerimônia deste ano do prêmio The Best deixa.

O principal jogador do Brasil não esteve entre os três que disputaram o troféu de melhor do mundo. E muito menos na seleção ideal de 2019/2020.

Jürgen Klopp foi escolhido como o melhor treinador.

Manuel Neuer o melhor goleiro.

Son Heung-min ganhou o prêmio Puskás, pelo gol mais bonito.

Marivaldo Francisco da Silva, torcedor do Sport, ganhou a premiação Fifa Fan por caminhar mais de 12 horas, 60 quilômetros, de Pombos para Recife, para ver seu time jogar.

Entre as mulheres, a melhor foi a inglesa Lucy Bronze. A também britânica Sarina Wiegman foi escolhida como a principal treinadora de futebol feminino.

Maradona e Paolo Rossi, que morreram este ano, foram homenageados.

De maneira pífia, pelo que representam.

A festa The Best 2020 foi constrangedora.

Mas simbólica…

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