Pfizer diz que Brasil tem poucos dias para definir compra de vacina

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Em entrevista à CNN, o diretor de vacinas da Pfizer Brasil, Alejandro Lizarraga, falou sobre a situação do imunizante da empresa e a disponibilidade de compra do medicamento para a vacinação no país.

O diretor ressalta que o estoque da empresa diminui a cada dia e alerta para que o Brasil decida rapidamente sobre a compra.

“A cada dia o número de doses disponíveis para os países diminui consideravelmente. Diversos países da América Latina, como Peru e Chile, já fecharam acordos com a Pfizer,” disse Lizararraga.

“Eu não posso compartilhar a data, mas o Brasil tem alguns dias ou semanas para fazer o pedido, e entregarmos a vacina no primeiro trimestre de 2021.”

Brasil não descarta Pfizer
Apesar de não ser exatamente o perfil desejável de vacina para Brasil, o imunizante fabricado pela Pfizer não está descartado, de acordo com técnicos do Ministério da Saúde ouvidos pela CNN nesta quarta-feira (2).

A vacina requer temperaturas baixas, -70 graus Celsius, para transporte e armazenagem – o que interfere na distribuição pelo país.

No entanto, técnicos do governo disseram à colunista da CNN Basília Rodrigues que, após aberta, a vacina da Pfizer consegue manter a estabilidade durante aproximadamente 8 dias, em temperaturas de 2 a 8 graus Celsius, que são os parâmetros considerados pelo Ministério da Saúde.

Essa observação mantém a Pfizer no páreo, entre as diversas vacinas que estão sendo avaliadas pelo governo. Se for aprovada pela Anvisa, ou seja, se tiver a segurança e a eficácia comprovadas, ela será comprada, afirmam os técnicos.

A CNN apurou que a vacina da Pfizer foi a que compartilhou mais dados até o momento com a Anvisa.

Ela está na fase chamada de submissão contínua e já encaminhou documentos com dados até a fase 2 dos estudos, restando apenas as informações da fase 3.

Isso a coloca, por exemplo, a frente da vacina de Oxford/Fiocruz que irá refazer testes.

Do ponto de vista político, a vacina também se sobrepõe à Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac e o governo de João Dória – com quem Bolsonaro trava uma disputa.

Nesta semana, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que a vacina a ser escolhida pelo Brasil terá que “fundamentalmente” ser termoestável e poder ser armazenada entre temperaturas de 2 a 8 graus.

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