O cantor sertanejo João Victor Malachias foi sentenciado a 35 anos e 10 meses de reclusão pelo homicídio da dentista Bruna Angleri, de 40 anos, ocorrido em Araras (SP). O julgamento, realizado por júri popular nesta quarta-feira (16) no Fórum da cidade, resultou na condenação de Malachias por feminicídio qualificado, considerando motivo fútil, uso de meio cruel e a adoção de recursos que dificultaram a defesa da vítima. Além disso, ele também foi condenado por violência doméstica, descumprimento de medida protetiva, furto e destruição de cadáver.
Em sua defesa no tribunal, o cantor afirmou que, no dia do crime, teria sido sequestrado por uma quadrilha que supostamente roubou seu celular. Segundo ele, durante o assassinato de Bruna, permaneceu trancado no porta-malas de um carro. Malachias também tentou transferir a responsabilidade pelo crime a um suposto cúmplice que teria se suicidado em 2023. Entretanto, essas alegações foram consideradas contraditórias e incompatíveis com as evidências apresentadas pela investigação. A defesa ainda argumentou que as provas reunidas no processo seriam frágeis.
O julgamento foi conduzido pelo juiz Djalma Moreira Gomes Júnior, titular da Primeira Vara Criminal, com participação de sete jurados. O Ministério Público foi representado pelo promotor Dr. Cassiano Gil Zancolli, enquanto a assistência da acusação ficou a cargo do advogado Daniel Salviatto. A defesa teve à frente o advogado Diego Emanuel da Costa. O caso chamou atenção em Araras e na região, tanto pela violência do crime quanto pelo envolvimento do cantor, figura conhecida no meio sertanejo local. João Victor Malachias permanecerá preso em regime fechado para cumprir a pena imposta.



