Pix faz 5 anos: veja como ferramenta mudou pagamentos e novidades que vêm por aí

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Criado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2020, em meio à pandemia de covid-19, o Pix completa neste domingo (16) cinco anos de existência. Desde então, o sistema revolucionou a forma como brasileiros fazem transferências e até pagam boletos, e se tornou o principal meio de pagamento do país.

Uma pesquisa recente da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada em novembro, mostra que 90,9% da população brasileira usa o Pix. O levantamento aponta que a frequência de uso cresceu de forma acelerada: a média mensal de transações por usuário passou de 3 operações em 2020 para cerca de 40 em 2025, mais de uma por dia.

Os dados também revelam mudanças no perfil dos usuários. Nos primeiros anos, a adesão era semelhante entre municípios com diferentes faixas etárias. A partir de 2023, porém, o comportamento mudou. Em 2025, cidades com população mais jovem ultrapassam 80% de adesão, enquanto localidades com média de idade mais alta estão próximas de 70%. Segundo o FGV, a diferença reflete a familiaridade maior dos jovens com novas tecnologias.

Golpes e criminalidade: como o Pix também virou alvo
Apesar da popularidade, o sistema também se tornou um meio muito utilizado por golpistas e organizações criminosas.

Uma megaoperação no fim de agosto mirou negócios financeiros ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que utilizavam fintechs para movimentar recursos sem rastreamento. As investigações identificaram cerca de 40 fundos de investimento controlados pela facção, alguns operando por meio de empresas da Faria Lima, em São Paulo.

Na época, a Receita Federal informou que investigaria a atuação dessas instituições e apontou um vácuo regulatório, já que fintechs não têm as mesmas obrigações dos bancos tradicionais. O órgão citou ainda que a circulação de fake news sobre “taxação do Pix”, no início do ano, atrasou a aplicação de regras que poderiam coibir esse tipo de crime.

O que mudou em 2025: as novidades do Pix
Pix Automático: permite autorizar pagamentos recorrentes, como escola, água, luz, condomínio, planos de saúde e assinaturas online, diretamente no aplicativo do banco. Funciona como alternativa ao débito automático e ao boleto;
Contestação de transações fraudulentas: recurso anunciado pelo BC no fim de setembro. O usuário pode acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) diretamente no aplicativo quando sofrer fraude, golpe ou coerção. O objetivo é agilizar bloqueios e facilitar a contestação sem necessidade de atendimento humano;
Pagamentos de boleto via Pix: a melhoria implementada pelo BC permite que boletos sejam pagos por intermédio de outro arranjo de pagamento autorizado ou operado pelo BC, a exemplo do Pix. Basta acessar o QR Code inserido no próprio boleto para realizar a operação.
O que vem por aí
Pix Garantia: valores recebidos via Pix poderão servir como garantia para financiamentos. A ideia do BC é baratear o crédito, principalmente para empresas que usam intensamente o Pix no dia a dia;
Pix Parcelado: o usuário poderá parcelar compras via Pix, enquanto o recebedor recebe o valor total imediatamente. É um modelo semelhante ao de cartões de crédito, mas dentro do ecossistema do Banco Central.

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