BC vai pedir à PF para investigar ataques coordenados nas redes por causa do banco Master

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O Banco Central vai pedir à Polícia Federal para investigar ataques coordenados contra a autoridade monetária e seus diretores nas redes sociais por causa do Banco Master. Segundo apurou a coluna, o pedido vai ser enviado em breve. Na avaliação da autoridade monetária, trata-se de fake News.

Entre o Natal e o Ano Novo, uma série de influenciadores produziram postagens questionando a credibilidade do Banco Central, uma suposta velocidade na liquidação do Master, e comemorando a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de fazer uma inspeção no banco.

As publicações são as mais diversas e vieram de contas do mundo das celebridades, influenciadores políticos, entre outros, que não tem nada a ver com a temática financeira.

Com mais de 3,3 milhões seguidores, o perfil Diferentona, voltado para a temática feminina, publicou: “Eles acham que a gente é idiota. A revolta cresce após o Banco Central liquidar o Banco Master mesmo com propostas de compra na mesa. Agora, o TCU investiga a decisão e cobra explicações sobre prejuízos bilionários e falta de transparência”.

Outro perfil, intitulado “Alfinetei”, atacou o ex-diretor de organização do sistema financeiro e resolução do BC, Renato Dias Gomes. Em publicação, o perfil coloca: “Mais rápido que uma pizza: Renato Gomes liquida banco em 40 minutos e joga conta bilionário no seu colo.”

DENÚNCIA

Também em post nas redes sociais, o vereador por Erechin, Rony Gabriel (PL-RS), disse que foi procurado, no dia 20 de dezembro de 2025, por uma empresa de gerenciamento reputação para produzir conteúdo negativo contra o Banco Central e promover a inspeção do TCU na liquidação do Master.

Ele afirma ainda ter assinado um contrato de confidencialidade e que teve uma oferta de um “bolo de dinheiro”, mas que se dispôs a rompê-lo. “Fui procurado para dizer que o Banco Master era uma vítima do Banco Central. Só que a verdade não é essa, não vou fazer o vídeo com base numa mentira”, afirma na publicação.

Fontes ligadas a Vorcaro negam envolvimento dele com as postagens e dizem que ele também foi alvo de ataques. Oficialmente o banqueiro não se manifestou.

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