Paciente de Araras recebeu medicamento falsificado durante tratamento contra o câncer, aponta investigação do Ministério Público

Categoria Polícia Publicado em
- Updated

Segunda fase da Operação Laziosi foi deflagrada nesta quinta-feira (5). Distribuidora investigada teria comercializado nove unidades falsas de medicamento oncológico para o Hospital Unimed de Araras; uma delas foi administrada em um paciente.

Um caso de extrema gravidade envolvendo a comercialização de medicamentos falsificados utilizados no tratamento contra o câncer veio à tona nesta quinta-feira (5), após uma nova operação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP). Segundo as investigações, um paciente do Hospital Unimed de Araras recebeu uma dose de medicamento oncológico falsificado em abril de 2025.

A comercialização teria sido realizada pela distribuidora NacionalFarma, que voltou a ser alvo das autoridades durante a segunda fase da Operação Laziosi, deflagrada pelo Ministério Público para investigar um esquema de distribuição de medicamentos falsificados e lavagem de dinheiro.

De acordo com o Ministério Público, nove unidades de um medicamento utilizado no tratamento oncológico foram vendidas ao hospital de Araras. Uma delas chegou a ser administrada em um paciente. As outras oito unidades foram recolhidas pela própria distribuidora e substituídas por medicamentos de outro lote, que apresentaria correspondência com uma carga roubada em Uberaba, Minas Gerais, em novembro de 2024.

Investigação aponta continuidade do esquema

A distribuidora já havia sido investigada na primeira fase da Operação Laziosi, realizada em novembro de 2024. Na ocasião, a investigação começou após um laboratório fabricante identificar a comercialização de um imunoterápico falsificado, de alto custo, destinado ao tratamento do câncer.

Uma perícia oficial confirmou a falsificação do produto, que não apresentava as características originais do medicamento.

Mesmo após a primeira operação policial, a investigação aponta que a empresa continuou atuando no mercado e, em abril de 2025, teria comercializado as nove unidades falsificadas destinadas ao hospital de Araras.

Segundo o Ministério Público, a distribuidora mantinha relações com uma rede de empresas interligadas, algumas delas sem estrutura operacional nos endereços declarados.

Entre janeiro e novembro de 2024, as notas fiscais relacionadas à comercialização do imunoterápico falsificado ultrapassaram R$ 1,5 milhão, envolvendo destinatários de pelo menos sete estados brasileiros.

Operação cumpre prisões e bloqueia até R$ 15 milhões

Nesta quinta-feira (5), o Ministério Público e a Polícia Civil realizaram a segunda fase da Operação Laziosi, com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram em Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e São Paulo.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados e de empresas relacionadas ao esquema, além da suspensão das atividades de sete empresas.

Entre os alvos das prisões estão Nalva Braz do Nascimento, apontada como proprietária da NacionalFarma, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa. Segundo a investigação, os três teriam desempenhado funções relacionadas à administração da distribuidora, às negociações com hospitais e à movimentação financeira do grupo.

Caso levanta preocupação sobre segurança de pacientes

A utilização de medicamentos falsificados em tratamentos contra o câncer representa um risco gravíssimo, especialmente para pacientes que dependem de terapias de alto custo e de medicamentos específicos para combater a doença.

O caso envolvendo Araras chama a atenção pela gravidade dos fatos investigados e pela necessidade de rigorosa fiscalização em toda a cadeia de aquisição, distribuição e fornecimento de medicamentos utilizados em hospitais.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde do paciente que recebeu o medicamento falsificado.

As investigações continuam, e os envolvidos são considerados suspeitos até que haja decisão judicial definitiva. Fonte: Metrópoles

🎧 Rádio Araras FM 107,7 Ao Vivo

Você também pode ler:

Represa Tambury já recebeu 5,3 mil árvores nativas em projeto de recuperação ambiental

A recuperação ambiental do entorno da Represa Tambury está avançando com o plantio de milhares de árvores nativas. Em

Ler mais...

Araras lança agenda unificada do Novembro Negro de 2026

Com o tema “Aquilombar o Futuro”, o Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (CMPDCN) lançou na

Ler mais...

Equipes comemoram títulos do Campeonato dos Servidores

Na última sexta-feira (30), ponto facultativo pelo Dia do Servidor Público, aconteceram as finais do Campeonato Municipal dos Servidores

Ler mais...

Mobile Sliding Menu