Arsenal apreendido em megaoperação no RJ tem armas de 7 países, diz polícia

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou, nesta sexta-feira (31), que o arsenal apreendido durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha tem origem em países da América do Sul e da Europa.

A ação resultou na apreensão de 120 armas, sendo 93 fuzis, além de munições, explosivos, drogas e equipamentos militares usados por facções criminosas.

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Segundo as investigações, as armas apreendidas vieram de sete países: Venezuela, Argentina, Peru, Bélgica, Rússia, Alemanha e Brasil.

O levantamento técnico da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE) aponta que parte do armamento tem origem em plataformas militares, o que indica o uso de equipamentos fabricados para Forças Armadas e não para civis.

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Tipos de fuzis apreendidos

Entre os armamentos confiscados, estão modelos usados em guerras e operações militares. Veja a lista divulgada pela polícia:

  • 25 fuzis AR 5,56
  • 1 fuzil Benelli MR1 5,56
  • 16 fuzis plataforma AK
  • 12 fuzis G3 (7,62×51)
  • 20 fuzis AR-10 (7,62×51)
  • 13 fuzis FAL (7,62×51)
  • 1 fuzil plataforma Mauser

Armas de guerra no poder do crime

A análise pericial das armas segue em andamento e deve gerar novos relatórios nas próximas semanas. O material vai ajudar a identificar e responsabilizar os fornecedores, financiadores e chefes de facções que abastecem as comunidades com armamentos de uso militar.

“Quando você encontra armamento que vem de diferentes origens e atravessa fronteiras até alimentar facções aqui do Rio, você tem a completa certeza de que essa guerra não é só do nosso Estado”, afirmou o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

Operação Contenção

A megaoperação das forças de segurança do estado do Rio de Janeiro foi deflagrada na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão. A ação, parte da chamada Operação Contenção, foi justificada pela necessidade de desarticular lideranças do Comando Vermelho. Cerca de 2.500 policiais civis e militares cumpriram mandados de prisão e busca. Foram presos 113 suspeitos, e 118 armas apreendidas.

As equipes encontraram resistência armada intensa: houve relatos de troca de tiros, uso de barricadas incendiadas em vias expressas e ataques com drones por parte de criminosos, com o objetivo de atrasar o avanço policial.

O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, explicou que as forças de segurança criaram o chamado “Muro do Bope”, com agentes avançando pela Serra da Misericórdia para cercar os criminosos e empurrá-los em direção à mata, onde equipes do Batalhão de Operações Especiais já estavam posicionadas.

Na manhã seguinte à operação, moradores encontraram cerca de 70 corpos na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia. Eles foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas.

Os policiais mortos são: Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, do Bope, e Rodrigo Cabral e Marcus Vinícius Cardoso, policiais civis.

Essa foi a ação policial mais letal da história do país, ultrapassando o Massacre do Carandiru (1992). Apesar disso, o governador Cláudio Castro (PL) classificou a ação como um “sucesso” e disse que as únicas “vítimas” foram os quatro policiais mortos.

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