Bolsonaro admite ter usado ferro quente para tentar violar tornozeleira eletrônica

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Um vídeo, gravado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAP-DF) e anexado aos autos do processo em relação a Jair Bolsonaro, mostra o ex-presidente admitindo ter usado um ferro quente para tentar violar a tornozeleira eletrônica que usava por determinação judicial. A informação foi antecipada pela coluna da Raquel Landim no SBT News.

A gravação foi feita durante vistoria realizada por agentes do sistema de monitoramento.

O que Bolsonaro disse no vídeo?
Nas imagens, um agente pergunta:

— Você usou alguma coisa para queimar isso aqui?

Bolsonaro responde:

— Eu meti um ferro quente aí.

O diálogo continua:

— Ferro quente?

— Curiosidade.

— Que ferro foi? Ferro de passar?

— Não. Ferro de soldar… solda.

— Ferro de solda? Aquele que tem uma ponta?

— Sim.

A agente ainda questiona se ele tentou puxar a pulseira, e o ex-presidente nega e diz: “Não roumpi a pulseira não. Fica tranquila.”

Quando ocorreu a violação?
Segundo relatório da SEAP, o sistema registrou alerta de violação às 00h07 do dia 22 de novembro de 2025.

A equipe de escolta posicionada nas imediações da residência de Bolsonaro foi imediatamente acionada, assim como a direção da unidade.

Após o alerta, policiais penais fizeram contato direto com o ex-presidente e solicitaram que ele se apresentasse para verificação da tornozeleira.

Em vídeo enviado à Polícia Federal (PF), a diretora-adjunta do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME) examina o aparelho e registra a confissão de Bolsonaro, que admite ter aplicado calor no dispositivo.

Nos autos, o juiz responsável determinou:

— “DETERMINO que a defesa de JAIR MESSIAS BOLSONARO manifeste-se, no prazo de 24 horas, sobre a violação do equipamento. Após, manifeste-se a PGR no mesmo prazo.”
A perícia do equipamento segue anexada ao processo.

Prisão do Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso neste sábado (22) pela Polícia Federal. A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A prisão é preventiva, o que significa que ainda não representa o início do cumprimento da pena do ex-presidente, que foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de detenção por tentativa de golpe de Estado.

Ele cumpria prisão domiciliar desde 4 de agosto e usava tornozeleira eletrônica, mas por outro caso: o inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, é investigado por sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover sanções a autoridades brasileiras.

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