Indústria paulista perde 2 mil empregos em julho

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A indústria paulista fechou o mês de julho com demissão de 2 mil trabalhadores, queda de 0,08% na comparação com o mês anterior, na série sem ajuste sazonal. Na análise com ajuste, cede 0,10%. O resultado representa estabilidade para o período, avalia o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Confederação da Indústria do Estado de São Paulo), área responsável pela pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada na última semana.
Segundo o Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados), em Araras a indústria também vem sendo afetada. Em junho o setor ficou com o segundo pior desempenho da cidade, dentre os analisados pelo Ministério do Trabalho – saldo de -37 (269 demissões e 232 contratações).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa, além do Estado de São Paulo (-0,08%), também no interior paulista (-0,11%) e na Grande São Paulo (-0,03%).

Por outro lado

No acumulado do ano, entretanto, o saldo apurado está positivo em 8 mil postos de trabalho (0,37%), sendo esse o melhor resultado desde 2013, quando foram contratados 55,5 mil trabalhadores. De acordo com a Fiesp, alguns setores, como máquinas e equipamentos, produtos de borracha e veículos automotores surpreenderam com contratações, influenciados pelas exportações que têm ganhado fôlego.

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa no mês de julho, nove ficaram positivos, com destaque para o de máquinas e equipamentos (1.426), produtos de borracha e de material plástico (1.142), veículos automotores e reboque e carrocerias (1.107).

No campo negativo ficaram 11, com destaque por conta de produtos alimentícios, fechamento de 2,07 mil vagas; produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-1,6 mil) e couro e calçados (-1,08 mil). Houve estabilidade em dois setores.

Entre as 36 diretorias regionais, que inclui Rio Claro (que engloba Araras), houve variação nos resultados. Nas 16 que apontaram altas, destaque por conta de Matão (1,50%), influenciada pelo setor de máquinas e equipamentos (2,23%), produtos alimentícios (0,91%), Piracicaba (1,17%), por máquinas e equipamentos (3,40%) e produtos de metal (3,85%) e Cotia (0,79%), por máquinas e materiais elétricos (7,02%) e veículos automotores e autopeças (5,32%).

Já dos 16 negativos, destaque para São José do Rio Preto (-1,60%), por produtos alimentícios (-4,04%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-0,96%), Sertãozinho (-1,39%), influenciado por produtos alimentícios (-1,42%) e produtos de metal (-4,51%) e Araçatuba (-1,13%), por artefatos de couro e calçados (-1,72%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-1,25%).

Fonte: Jornal Tribuna do Povo – Site

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