Sistema alternativo de tratamento de esgoto entrou em operação nesta sexta-feira

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Araras deixou oficialmente de despejar esgoto sem tratamento nos rios. O sistema alternativo implantado pela Prefeitura e pelo Saema (Serviço Municipal de Água e Esgoto do Município de Araras) entrou em funcionamento nesta sexta-feira (31), antecipando o processo até a conclusão das obras da nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto).

Com ele, Araras voltou a tratar 100% dos efluentes domésticos coletados na cidade – o que não acontecia há quase seis anos. De acordo com técnicos do Saema, o sistema alternativo pode chegar a até 70% de eficiência no tratamento – índice bem maior do que o registrado antes da antiga ETE parar de funcionar definitivamente, em 2015 – e tem capacidade para processar até 400 litros de efluente por segundo.

Deixar de jogar o esgoto doméstico in natura nos rios era um dos principais compromissos assumidos pela atual gestão municipal e ele foi concretizado esta semana, após esforços conjuntos da Prefeitura de Araras e do Saema. Com o novo sistema em operação, Araras deixa de poluir os rios e passa a garantir mais qualidade de vida à população.

“Era inadmissível uma cidade como a nossa não tratar seu esgoto. E nós não medimos esforços para que isso voltasse a acontecer o mais rápido possível”, comentou o prefeito Junior Franco, responsável, na época em que ainda era presidente do Saema, pela elaboração e aprovação do projeto para a construção da nova ETE – que está em andamento e tem previsão de término no fim deste ano.

Junior participou da solenidade que marcou o início da operação do sistema alternativo de tratamento de esgoto na manhã desta sexta-feira. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o evento teve restrição de público para evitar aglomerações e reduzir os riscos de contágio. A cerimônia, que foi transmitida on-line e ao vivo pelas redes sociais da Prefeitura (facebook e instagram), continua disponível nas plataformas digitais para a população conhecer mais sobre o processo.

O evento contou ainda com a participação do vice-prefeito e ex-presidente do Saema Carleto Denardi, da presidente da autarquia Marluce de Góes Lima, do presidente da Câmara Municipal Carlos Alberto Jacovetti, dos vereadores Deise Olímpio e Marcelo de Oliveira e do engenheiro responsável pelo projeto do sistema alternativo Paulo Soldera, além de funcionários e técnicos do Saema, como Higor Alencar (diretor executivo), Valentim Tarifa (diretor da ETE), Renata Ignácio Batista (responsável técnica pelo tratamento de esgoto), Tamires Juliana de Oliveira (técnica em tratamento de esgoto), Adenilson Eduardo Vicente (operador de bomba da ETE).

Quando a nova ETE entrar em funcionamento, o sistema alternativo deixará de operar, mas poderá ser usado em eventuais manutenções da Estação principal para que o tratamento não seja interrompido.

O sistema alternativo foi autorizado por órgãos ambientais do Estado e utiliza estruturas existentes no local, como estação elevatória, desarenador e lagoas de polimento que foram adaptadas. A obra foi realizada por equipes da própria autarquia, com exceção apenas da instalação dos monges, estruturas para escoamento da água de superfície, que ficou a cargo da Construtora Augusto Velloso, responsável pela construção da nova ETE, e dos aeradores, adquiridos e colocados por empresa especializado no setor.

 

Como funciona

Com o sistema alternativo, todo o esgoto que chega ao local passa pela estação elevatória e é encaminhado ao pré-tratamento, etapa responsável pela retirada de partículas sólidas mais pesadas do efluente. Em seguida, o esgoto segue até a caixa separadora, que vai dividi-lo em vazões iguais para cada uma das lagoas de aeração, equipadas com seis aeradores cada para aumentar a oxigenação e, consequentemente, a atividade das bactérias aeróbias responsáveis pelo tratamento.

Depois desse processo, as partículas restantes passam ainda por um processo de decantação na porção final das lagoas e, por serem pesadas, vão se acumular no fundo do local, fazendo com que o líquido resultante – já tratado – fique na superfície. Ele, então, é escoado por meio dos monges e da tubulação e direcionado até o rio.

“Este é um sistema alternativo, mas muito importante e eficiente para reduzirmos a poluição ambiental. Ele foi projetado com todo cuidado e com aval de órgãos ambientais”, completou o vice-prefeito Carleto Denardi, ex-presidente da autarquia.

 

Nova ETE

A construção da nova Estação de Tratamento de Esgoto também segue dentro do cronograma previsto. Os trabalhos se concentram atualmente na finalização dos dois decantadores, que fazem parte do projeto apresentado pelo Saema e aprovado pelo Governo Federal.

A nova ETE começou a ser construída no final de 2018 e tem previsão de entrega até o final de 2020. Complexa e realizada em etapas, a obra atende às exigências da legislação ambiental e conta com a supervisão de técnicos do Saema. Os serviços são realizados pela construtora Augusto Velloso, vencedora da licitação.

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